[BACK TO THE BASICS] O melhor dia pra começar é hoje ou porque eu não quis deixar nada pra janeiro


Em 2017 estive muito ocupada entendendo como vender minhas fotos fora dos eixos tradicionais desse mercado de fotografia como arte e minha vida online acabou ficando um pouco prejudicada. Para o bem, eu diria. Já explico.

Fiz diversas edições da Babilônia Feira Hype, no Rio, com a galeria colaborativa fotoARTgrafia; além da já tradicional Cavalete, em São Paulo, com o pessoal do Coletivo Urbans. Eu queria saber o que o público enxergava nas minhas fotos, se via algo diferente, como decidia comprar, o preço, e diversos outros fatores como acabamentos, atendimento, stand, etc.


O trabalho disso é muito diferente de pensar as fotos, fazê-las, editar, imprimir. É preciso estar lá trabalhando fisicamente inclusive, pra montar stand, desmontar stand, conversar, sorrir, ouvir que sua foto é incrível, mas cara. Que o tamanho não é bem aquele. Que a moldura precisa ser de outra cor, formato, acabamento. Que não combina com a decoração, mas que a pessoa gostou tanto que vai levar mesmo assim. Que sua foto de praia vai para o Texas, Londres, Roma. Ufa! Sim, é avassalador! Nunca pensei que pudesse ser tão enriquecedor ouvir tudo isso pessoalmente.

E foi ainda mais incrível do que estou mostrando pra vocês: vários clientes tornaram-se parceiros. depois amigos e todos eles queriam saber muito sobre as fotos, queriam ouvir sobre arte, sobre o pensamento envolvido naquela série, sobre a exposição que ele viu e que seria incrível que eu visitasse e sobre meu blog, You Tube, Instagram... 

E aí me lembrei que precisava voltar pra vida online também. Não só pra quem já comprou uma foto minha, não só pra quem quer saber do meu trabalho, do que pesquiso e penso pra uma série, mas pra continuar essa conversa eternamente, infinitamente. Mais do que fazer fotos e querer vendê-las, quero ter essas conversas incríveis cada vez mais. Con todos os interessados em arte e fotografia. Quero que as pessoas saiam do seu mundo confortável e que se sintam tocados pela foto feita por alguém que nunca haviam visto antes.

Parece algo tão simples e óbvio, mas eu não achava que isso fazia tanta diferença para as pessoas. E pra mim também. Então, peço desculpas ao meu público querido ao mesmo tempo que agradeço imensamente a oportunidade. Eu não imaginava. E me comprometo que esse seja o recomeço  da possibilidade dessas conversas infinitas e incríveis.

Há algum tempo, ouvi em algum lugar que "o melhor dia pra começar é hoje". Por isso, não quis deixar o reinício pra janeiro. O reinício é agora. De volta ao básico: olhando, pensando, fotografando e conversando com o público que me trouxe aqui novamente.

Então, aproveito pra deixar o caminho aberto. Curtam, compartilhem com quem quiser e me digam o que querem ouvir, o que é importante pra essa conversa infinita. Pode ser aqui ou nas redes onde vocês virem o post. Estarei ouvindo, prometo. ;-) 


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