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Mostrando postagens de dezembro, 2017

[VERÃO] Aí o Rio de Janeiro chegou arrasador na minha vida ou o desafio de fotografar uma cidade muito fotografada

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Fotografar no Rio de Janeiro no verão de 2016 foi puro acaso. Eu estava meio namorando, meio não namorando um fotógrafo carioca desde novembro quando fui pro Rio a trabalho e acabei saindo de lá conhecendo mais museus do que praia. Pronto, eu já estava apaixonada: pelo Rio e pelo fotógrafo. Meu cérebro é assim: se apaixona por quem mexe com ele. Nossa historia ainda durou mais um ano e depois conto melhor esse desenrolar todo, porque ainda tenho muitas fotos que vieram ou virão dessa historia. Fato é que no verão daquele ano o Rio chegou arrasador na minha vida. Eu sou paulistana (paulista, na gíria carioca) e pra quem não é de São Paulo, nem do Rio já conto que há uma certa rixa entre as cidades. E fico muito feliz de dizer que sou uma paulista que moraria muito facilmente no Rio. Amo muitas coisas lá, detesto outras, muito parecido com São Paulo, na verdade. Aliás, se eu morasse lá ia querer viver saindo da cidade, exatamente como faço agora, porque às vezes esse de...

[NATAL] A melhor série de imagens que você vai ver nesse Natal ou porque precisamos parar e olhar de novo

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Nascimento de Vênus, do Botticelli, cerca de 1486 Das coisas que mais me deixam feliz na vida é ver a criatividade sendo usada de forma divertida ou que agregue conhecimento sem que o outro sequer perceba. Imaginem então, qual não foi meu sorriso quando conheci a série Santa Classic do incrível fotógrafo Ed Wheeler. Viu a imagem? Preciso falar mais? Opa! Peraí que vou contar só mais um pouquinho sobre como ela é feita pra você entender porque ela é ainda mais incrível. Ponte Japonesa, do Monet, 1899 Sabe o Papai Noel aqui? São fotos do próprio Wheeler manipuladas para ficarem com o mesmo posicionamento que nos quadros originais, inclusive até alguns tipos de pincelada ele simulou. E mais: no site da série (santaclassics.com), tem também um blog falando sobre todas as pinturas originais porque apesar do humor, ele mesmo fala como são importantes essas grandes obras e como a intenção dele é realmente reverenciar todas elas. O Papai Noel aproxima absolutamente T...

[VERÃO] Meu escritório é na praia ou que tipo de imagem quero construir nas minhas fotos?

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Fim de ano. Férias. Descanso. Pés pro alto. Praia. Enxergou o verão aí? Não sei se você sabe, mas esse é um exercício simples de visualização e direcionamento do leitor/espectador. Essas poucas palavras que usei transportam você pra uma ideia de que o verão e a praia são o paraíso, não é? E suas memorias de verão, são essas mesmo? Algumas ideias e imagens são muito fortes e fazem parte quase de uma "verdade coletiva". Isso pode ser bom e ruim, como quase tudo na vida. Bom porque ela pode estar associada a uma função como em uma propaganda, por exemplo. As imagens de verão estão sempre associadas a uma ideia de descanso e felicidade. Nada errado com isso. Eu, particularmente, amo o verão. Sem dúvida, é a época em que mais trabalho porque simplesmente adoro a energia, o sol o dia todo, a (quase) felicidade das pessoas. Por mim, seria verão (e horário de verão) o ano todo. Mas essa não é a realidade de todo mundo e aí chegamos na parte ruim da ...

[FOTOGRAFIA DE RUA] Meu símbolo de foto feliz ou porque procurar a felicidade por todo lado

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Não gosto muito de falar por aí como minhas fotos são isso ou aquilo. Acho que é muito melhor que o público tire suas conclusões em alguns momentos. Mas hoje PRECISO falar dessa foto e porque considero que ela seja meu símbolo de foto feliz. Em primeiro lugar, o que considero como foto feliz: aquela foto que você não precisa saber mais nada pra dar um sorriso e identificar que se trata da felicidade pura, genuína e real. Porque ela existe, já adianto. rsrsrs Quando fotografo na rua, meu olhar vai diretamente pra essa felicidade. Sinto quase um compromisso de achar esses momentos.  Acredito que a vida já seja bem difícil, cheia de muito sofrimento estampado em todos os jornais que lemos, em muitas imagens que vemos na internet e ficamos tão entupidos desse contexto que às vezes acreditamos que a vida é feita desse sofrimento todo, apenas. Aí pra sair um pouquinho do sofrimento, inventamos aquela felicidade forçada nas redes sociais ou nos deparamos com os mitos...

[BACK TO THE BASICS] O melhor dia pra começar é hoje ou porque eu não quis deixar nada pra janeiro

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Em 2017 estive muito ocupada entendendo como vender minhas fotos fora dos eixos tradicionais desse mercado de fotografia como arte e minha vida online acabou ficando um pouco prejudicada. Para o bem, eu diria. Já explico. Fiz diversas edições da Babilônia Feira Hype, no Rio, com a galeria colaborativa fotoARTgrafia; além da já tradicional Cavalete, em São Paulo, com o pessoal do Coletivo Urbans. Eu queria saber o que o público enxergava nas minhas fotos, se via algo diferente, como decidia comprar, o preço, e diversos outros fatores como acabamentos, atendimento, stand, etc. O trabalho disso é muito diferente de pensar as fotos, fazê-las, editar, imprimir. É preciso estar lá trabalhando fisicamente inclusive, pra montar stand, desmontar stand, conversar, sorrir, ouvir que sua foto é incrível, mas cara. Que o tamanho não é bem aquele. Que a moldura precisa ser de outra cor, formato, acabamento. Que não combina com a decoração, mas que a pessoa gostou tanto que vai levar...